Se você precisa refazer site antigo — deixando-o mais moderno, rápido e alinhado ao seu negócio — mas teme perder posições no Google, este guia foi escrito para você. Aqui eu explico, de forma objetiva, como refazer um site com segurança, mantendo relevância, evitando a quebra de campanhas e assegurando que seus clientes reconheçam a evolução da marca (e não uma mudança de empresa).
Ao longo dos anos, vi empresas caírem no erro de “zerar tudo” durante o redesign. O resultado? Tráfego orgânico despenca, anúncios param de converter e a base de clientes estranha a nova aparência. A boa notícia: com um plano técnico e estratégico, é possível refazer o site e ainda ampliar seu alcance.
Por que refazer site é uma decisão estratégica (e não apenas estética)
- Ganhos de desempenho (velocidade, estabilidade e Core Web Vitals), que impactam SEO e conversão.
- UX atualizada: navegação clara e conteúdo escaneável aumentam engajamento e tempo na página.
- Infraestrutura moderna: segurança, compatibilidade mobile e fácil evolução do conteúdo.
- Marca consistente: oportunidade de atualizar identidade visual sem romper com o reconhecimento do público.
Principais riscos ao refazer site (e como evitar cada um)
- Perder URLs antigas: mudanças sem planejamento quebram links e autoridade.
- Sumir com páginas relevantes: conteúdos com tráfego histórico não podem “evaporar”.
- Interromper campanhas: alterações em landings e UTMs derrubam performance de mídia paga.
- Desorientar clientes: mudança radical de linguagem e visual pode causar estranhamento.
Plano de Ação: como refazer site sem perder relevância
1) Auditoria de SEO e conteúdo (antes de mexer em qualquer coisa)
Liste todas as páginas que recebem tráfego orgânico, backlinks e conversões. Use Search Console e Analytics para mapear URLs críticas. Identifique também top pages por receita, lead e posição média no Google. Este inventário é o “patrimônio” que você precisa preservar ao refazer o site.
2) Mantenha a estrutura de permalinks (ou mapeie redirecionamentos 301)
O cenário ideal ao refazer site é manter as mesmas URLs. Se for inevitável mudar, crie um mapa de redirecionamentos 301 do antigo para o novo. Isso transfere autoridade e evita erros 404. Evite 302, 307 e cadeias de redirects.
3) Migração de conteúdo: páginas, blog e mídias
Importe todos os artigos e páginas estratégicas, mantendo títulos, slugs e metas sempre que possível. Preserve a hierarquia de categorias e tags. Se reorganizar, documente e redirecione. Garanta a transferência de imagens (com mesmos nomes/alt tags quando fizer sentido) e corrija caminhos relativos.
4) Canonical, sitemap e robots
Em ambientes de staging use noindex e bloqueio no robots.txt. No go-live, publique o sitemap.xml atualizado, verifique as canonical tags e remova qualquer bloqueio. Reenvie o sitemap no Search Console após lançar a nova versão.
5) Manutenção de campanhas e UTMs
Se você investe em Google Ads, Meta Ads ou e-mail marketing, valide todas as landing pages e parâmetros UTM. O objetivo de refazer site não é reconfigurar mídia do zero, mas preservar continuidade — e melhorar conversão com páginas mais eficientes.
6) Preservação da identidade e da mensagem
Atualizar não significa romper com a memória do cliente. Ao refazer o site, mantenha os elementos mais reconhecíveis da sua identidade visual e o tom de voz. Evolução, não ruptura. Aproveite para padronizar aplicações em todo o ecossistema de design gráfico (apresentações, PDFs, materiais comerciais).
SEO técnico para refazer site com segurança
Core Web Vitals e performance
Use o redesign para corrigir LCP, CLS e INP. Otimize imagens (AVIF/WEBP), implemente lazy-load, minimize CSS/JS e configure cache/CDN. Melhorar performance ajuda a recuperar e até elevar posições após refazer o site. Consulte o material oficial sobre experiência de página e vitais da web na web.dev (Google).
Arquitetura de informação e headings
Revise H1–H3, introduções e blocos de conteúdo. O Google precisa entender claramente o assunto de cada página. Ao refazer site, melhore a escaneabilidade e a coerência semântica — isso impacta a experiência do usuário e o ranqueamento.
Dados estruturados
Implemente schema.org relevante (Organization, LocalBusiness, Product, Article, FAQ). Marcação correta pode ampliar visibilidade em resultados enriquecidos.
Redirecionamentos 301: exemplos práticos
Apache (.htaccess)
Redirect 301 /blog/guia-seo-antigo https://www.seudominio.com/blog/guia-seo-atualizado
Redirect 301 /servicos/design https://www.seudominio.com/servicos/design-grafico Nginx (server block)
rewrite ^/blog/guia-seo-antigo$ https://www.seudominio.com/blog/guia-seo-atualizado permanent;
rewrite ^/servicos/design$ https://www.seudominio.com/servicos/design-grafico permanent; Movimentos de site e diretrizes do Google
Quando mudanças de URL forem necessárias, siga as recomendações oficiais de “Site moves” para preservar sinais e minimizar impactos. Referência: Google Search Central — Site moves.
Conteúdo: atualizar, consolidar e expandir
- Atualizar: revise páginas com bom tráfego e melhore dados, exemplos e CTAs.
- Consolidar: artigos duplicados competem entre si. Unifique e redirecione o que for redundante.
- Expandir: abra novas oportunidades de busca criando páginas para dúvidas frequentes, comparativos e estudos de caso.
Ao refazer site, trate o conteúdo como ativo estratégico: releitura editorial, diagramação agradável, blocos de prova (depoimentos, selos, cases) e calls-to-action claros para contato e solicitar orçamento.
UX e consistência de marca para evitar “choque” do cliente
Segundo boas práticas de usabilidade e pesquisas de percepção (ver materiais da Nielsen Norman Group), mudanças radicais sem transição podem confundir usuários. Ao refazer o site, evolua gradualmente elementos-chave e destaque “o que mudou” em uma seção curta, reforçando a continuidade da empresa.
- Mantenha paleta-base, tipografia ou ícones familiares (quando saudáveis para a marca).
- Reforce “Quem Somos” e “História” com linha do tempo, prêmios e certificações.
- Não esconda informações de contato; exiba telefones, WhatsApp e endereço de forma evidente.
WordPress: quando refazer site na mesma plataforma (ou migrar)
Se seu site já é WordPress e performa bem, refazer na própria plataforma tende a simplificar a migração de posts, páginas e mídia. Se o site antigo vive com problemas, considere um “replataformamento” — mas com checklist rigoroso de redirects e testes. Em ambos os casos, a criação de sites com foco em performance e SEO reduz riscos.
Dica: se o site antigo quebrou, está hackeado ou com erros de upgrade, você pode avaliar uma recuperação de sites WordPress antes do redesign, garantindo integridade dos dados.
Design e comunicação: quando aproveitar para redesenhar logo e visual
Se o logotipo estiver desatualizado, é possível fazer um refresh sem romper referência visual. Uma evolução bem conduzida — apoiada em criação de logos e diretrizes claras — fortalece a percepção de profissionalismo. Mantenha coerência entre o novo site e os demais pontos de contato de design gráfico.
Checklist técnico pré-go-live
- Inventário final de URLs antigas x novas (planilha de mapeamento).
- Redirects 301 testados (sem loops ou cadeias longas).
- Sitemap.xml atualizado e enviado; robots.txt revisado.
- Search Console e Analytics (GA4) configurados no novo ambiente.
- Monitoramento de erros 404 e 5xx ativo.
- Testes de Core Web Vitals e Lighthouse aprovados.
- Formulários, UTMs e integrações (CRM, automações) validados.
- Backup integral do site antigo e do novo.
Pós-go-live: o que acompanhar nas primeiras semanas
- Erros 404 no Search Console — criar 301 quando necessário.
- Quedas pontuais de páginas — revisar conteúdo e internal linking.
- Tempo de carregamento real de usuários (RUM) e métricas de engajamento.
- Conversões por canal (orgânico, direto, pago, referência).
- Backlinks importantes — conferir se apontam para URLs válidas.
Erros comuns ao refazer site (evite a todo custo)
- Lançar sem redirects quando houver mudança de URL.
- Reescrever tudo de uma vez sem plano editorial (perda de palavras-chave e intenção de busca).
- Desconsiderar dados de Search Console/Analytics ao decidir o que manter.
- Ignorar performance e acessibilidade no novo layout.
- Ocultar contato e prova social (depoimentos, cases, selos) que funcionavam bem no site antigo.
FAQ rápido sobre refazer site
Refazer site derruba meu tráfego?
Não precisa. Com inventário de URLs, redirects 301, manutenção de conteúdo estratégico e atenção a performance, o impacto tende a ser controlado — e a tendência é de ganho após estabilização.
Quanto tempo até o Google “entender” o novo site?
Varia conforme porte e frequência de rastreamento. Em geral, algumas semanas. Siga as diretrizes oficiais de migração e acompanhe o Search Console para corrigir eventuais gargalos.
Preciso avisar meus clientes sobre a mudança?
Uma nota discreta explicando que “evoluímos o site para atendê-lo melhor” ajuda a evitar estranhamento. Mostre continuidade da empresa, equipe e serviços.
Recursos e referências para guiar sua migração
- Google Search Central — Site moves (com mudanças de URL)
- Google web.dev — Core Web Vitals
- Nielsen Norman Group — Pesquisas e artigos sobre UX e redesign
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