Ter um site WordPress hackeado é uma das experiências mais frustrantes para qualquer empresa. Além do impacto na imagem da marca, um ataque pode causar perda de dados, queda no Google e até prejudicar vendas e faturamento. A boa notícia é: é possível recuperar o site e implementar medidas para evitar que isso volte a acontecer.
Ao longo da minha vida profissional, já recuperei centenas de sites em WordPress para empresas e profissionais de diferentes áreas, ao ponto de desenvolver uma técnica própria para isso. Já vi muitos casos em que, mesmo após limpar todos os malwares, em 1 ou 2 dias o site era invadido novamente. A verdade é que, além de limpar, é preciso encontrar a brecha de segurança por onde o hacker entrou — caso contrário, o problema vai se repetir.
Com base nessa ampla experiência, preparei este guia definitivo para ajudar você a resolver de forma definitiva esse tipo de problema. Se você tem um site WordPress invadido, leia até o final: tenho certeza de que este artigo vai te ajudar a recuperar seu site e blindá-lo contra novos ataques.
1 – Por que seu site WordPress foi invadido?
Foi um hacker? Um vírus? O que eles ganham com isso? Geralmente, quando clientes chegam até mim, acreditam que foram o grande alvo do ataque. Alguns chegam a acusar concorrentes, ex-funcionários ou criar teorias conspiratórias para justificar o ocorrido. Embora isso seja possível, em 99% dos casos não é algo pessoal: são ataques automatizados, que buscam qualquer site vulnerável para invadir. Em outras palavras, é como pegar um vírus no computador — não é algo planejado contra você, mas sim fruto de uma brecha de segurança.
2 – O que os hackers ganham com isso?
Geralmente, o objetivo é explorar vulnerabilidades no seu site para injetar conteúdo malicioso. Os principais motivos incluem:
- Redirecionar tráfego: visitantes são levados para sites de golpes, apostas ou conteúdo adulto, muitas vezes em outros idiomas.
- Usar seu site como “laranja” para aplicar golpes: hospedando páginas falsas de bancos, lojas ou gerando boletos fraudulentos. Nesse caso, o site pode não apresentar mudanças visíveis, justamente para que você não perceba.
- Inserir propagandas: banners e anúncios são injetados para gerar lucro para o invasor — e não para você.
- Criar link building: o hacker insere links para outros sites visando manipular algoritmos de busca e aumentar a autoridade de terceiros.
3 – Por onde esses hackers entram?
Quase sempre, as invasões ocorrem por brechas conhecidas — especialmente em plugins desatualizados ou plugins piratas. Sites modernos, assim como aplicativos, precisam de atualizações constantes. Ao usar versões ilegais de plugins ou temas, você perde acesso a atualizações de segurança e, muitas vezes, recebe arquivos já infectados.
Outro fator comum é o excesso de plugins. Quanto mais amador o “profissional” que desenvolveu o site, mais dependência ele tem de plugins para executar funções simples. Já cheguei a ver sites com mais de 150 plugins, o que é um prato cheio para ataques e instabilidade.
Para entender a dimensão do custo de um site seguro, veja um exemplo típico de estrutura profissional:
- Elementor Pro: R$ 504,00/ano
- Jet Engine (pack all inclusive): USD 199,00/ano (~R$ 1.114,50)
- Gravity Forms: USD 59,00/ano (~R$ 330,40)
- Revolution Slider: R$ 195,00/ano
- Tema Premium: ~R$ 300,00/ano
Note que só aqui já estamos próximos de R$ 2.500,00/ano em custos. Portanto, desconfie de quem cobra menos que isso para “entregar tudo incluído” — o barato sai caro.
Há também a possibilidade de o hacker entrar pela estrutura de hospedagem, e aí cabe a você garantir que seu site está em uma estrutura robusta e segura.
4 – Meu site foi invadido. O que fazer agora?
4.1 Identifique o problema rapidamente
Os sinais mais comuns incluem:
- Alterações no conteúdo sem autorização
- Usuários desconhecidos no painel
- Alerta do Google Chrome ou antivírus
- Queda brusca no Google
- Textos truncados ou em idiomas estranhos
- Redirecionamentos para outros sites
4.2 Coloque o site em modo de manutenção
Desative o acesso público para evitar que visitantes sejam expostos a conteúdo malicioso. Você é responsável pelo que seu site exibe. Além disso, o Google pode remover sua indexação caso detecte a invasão.
4.3 Faça um backup imediato (mesmo infectado)
Antes de qualquer ação, faça backup completo de arquivos e banco de dados. Isso garante uma cópia para análise ou restauração, caso algo dê errado.
4.4 Limpe o site
Formas de remover malware:
- Plugins de segurança (Wordfence, Sucuri)
- Scan no servidor (ex: Imunify)
- Limpeza manual comparando arquivos originais
- Reinstalação limpa com recuperação de conteúdo (a forma mais eficaz porém trabalhosa)
- Contratar um especialista para limpeza completa
4.5 Troque todas as senhas e revise acessos
Altere senhas do WordPress, FTP, hospedagem e banco de dados. Remova usuários desconhecidos e ative autenticação em dois fatores.
4.6 Atualize WordPress, temas e plugins
Mantenha tudo na última versão para corrigir brechas de segurança. Use apenas arquivos originais.
4.7 Implemente medidas preventivas
- Firewall de aplicação (WAF)
- Backups automáticos diários
- Desativar plugins/temas não usados
- Instalar apenas plugins confiáveis
- Monitoramento constante
4.8 Considere um plano de manutenção profissional
Na ID7 Studio, oferecemos monitoramento 24/7, atualizações, manutenção e relatórios mensais a partir de R$ 99/mês.
4.9 Quando vale a pena criar um site novo
Se o site foi feito com muitos plugins piratas ou de forma rudimentar, pode ser mais seguro e econômico refazê-lo. Somos especialistas em criação de sites profissionais e podemos entregar um projeto rápido, seguro e otimizado.
Conclusão
Ter um site WordPress hackeado não significa que tudo está perdido. Com as ações certas e uma estratégia preventiva sólida, você pode recuperar a confiança dos visitantes e proteger seu negócio.
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