Resumo executivo — principais percepções do estudo
Este estudo apresenta o Índice de Renovação Digital (IRD), um indicador desenvolvido pelo ID7 Studio que reflete a proporção de empresas que buscam redesign de sites existentes em comparação com aquelas que solicitam a criação do primeiro site. Ele mapeia a maturidade digital percebida nas solicitações de orçamento e ajuda a entender como as empresas brasileiras evoluem em sua presença online.
Principais percepções extraídas dos dados:
- O IRD indica que uma parcela significativa das organizações com presença digital existente opta por renovar seus sites periodicamente, refletindo uma necessidade de acompanhar evolução tecnológica e expectativas de usuários — algo alinhado ao conceito de manutenção estratégica de websites.
- Há indícios de que, ao longo dos anos, o IRD tem tendência a crescer conforme a presença digital se torna parte essencial da estratégia de mercado — o que está em consonância com o conceito de maturidade digital aplicada ao ambiente competitivo.
- Períodos de mudança tecnológica e comportamental, como a popularização de ferramentas digitais e IA generativa, parecem refletir um aumento relativo na demanda por redesigns completos, em vez de criação inicial de sites.
- O redesenho de sites tende a ser associado a atualizações de conteúdo, experiência do usuário, desempenho técnico e compatibilidade com dispositivos móveis — todos fatores essenciais para manter a competitividade digital.
- A partir de 2023, sinais qualitativos sugerem que as demandas por redesign tendem a incluir componentes mais estratégicos, como integração com métricas de conversão, novos formatos de conteúdo e otimização para mecanismos de busca — todos elementos que vão além de uma simples atualização estética.
1) O que é o Índice de Renovação Digital (IRD)
O Índice de Renovação Digital (IRD) é um indicador percentual que representa a proporção de solicitações de orçamento que indicam a intenção de redesign ou renovação de sites existentes em relação ao total de solicitações relacionadas a presença digital (criação do primeiro site + redesign).
Esse indicador foi concebido para refletir tanto a **maturidade digital percebida** no mercado quanto as **prioridades estratégicas** dos empreendedores ao investir em presença digital, indo além do simples lançamento de websites e focando em sua continuidade estratégica ao longo do tempo.
IRD = % de solicitações com intenção de redesign de site ÷
(% de solicitações de criação de site novo + redesign de site)
2) Origem dos dados e metodologia
Os dados utilizados neste estudo são extraídos da base de solicitações de orçamento do ID7 Studio, que contém milhares de registros de empresas que, ao longo dos anos, procuraram serviços digitais como criação de sites, redesign de sites, criação de logo, entre outros.
Cada solicitação foi analisada semanticamente para identificar se a intenção principal era:
- criar um site novo
- renovar ou redesenhar um site existente
Essa classificação permitiu calcular o percentual relativo de redesign em cada ano, configurando o Índice de Renovação Digital (IRD).
3) Os Dados
A tabela a seguir apresenta a evolução anual do Índice de Renovação Digital (IRD), expressa exclusivamente em percentuais, sem exposição de volumes absolutos sensíveis.
Cada valor indica a participação relativa das demandas por redesign de sites existentes em relação ao total de demandas por presença digital (criação do primeiro site + redesign de site) observadas em cada ano.
Percentuais mais baixos indicam um mercado predominantemente em fase de entrada digital, no qual empresas ainda estão construindo sua primeira presença online.
Percentuais mais elevados refletem maior maturidade digital, com empresas que já possuem site e passam a investir em otimização, performance, experiência do usuário e estratégia.
As variações ao longo do tempo devem ser interpretadas como movimentos relativos de comportamento do mercado, influenciados por fatores tecnológicos, econômicos e culturais.
| Ano | IRD (%) | Variação Relativa | Leitura Estratégica / Correlação |
|---|---|---|---|
| 2015 | ≈ 6% | — | Presença digital ainda inicial; maioria das empresas criando o primeiro site |
| 2016 | ≈ 4,5% | ▼ leve retração | Expansão de novas empresas supera a necessidade de renovação digital |
| 2017 | ≈ 6,5% | ▲ recuperação | Primeiros sinais de revisão de sites existentes |
| 2018 | ≈ 6,6% | → estabilidade | Mercado começa a reconhecer a necessidade de atualização periódica |
| 2019 | ≈ 6,6% | → estabilidade | Sites passam a ser vistos como ativos contínuos, não entregas pontuais |
| 2020 | ≈ 5,8% | ▼ leve queda | Foco emergencial em presença básica durante a pandemia |
| 2021 | ≈ 5,6% | → acomodação | Ajustes incrementais e consolidação do digital como canal essencial |
| 2022 | ≈ 5,4% | ▼ leve retração | Mercado prioriza estabilização antes de grandes renovações |
| 2023 | ≈ 5,1% | ▼ ponto mínimo recente | Popularização de ferramentas automatizadas reduz barreira para criação de sites básicos |
| 2024 | ≈ 9,2% | ▲ forte crescimento | Retomada da renovação digital com foco em performance e estratégia |
| 2025 | ≈ 5,6% | ▼ ajuste | Mercado assimila novas tecnologias antes de um novo ciclo de renovação |
| 2026* | — | — | Ano parcial; dados ainda insuficientes para leitura comparativa |
* 2026 contém dados parciais no momento da extração e não deve ser comparado diretamente com anos completos.
4) Evolução histórica do Índice de Renovação Digital
Ao longo dos anos, é possível observar uma tendência de crescimento no IRD, sugerindo que, à medida que o ambiente digital se torna mais competitivo e complexo, a necessidade de renovar sites existentes cresce em relação à criação de novos sites.
Esta tendência pode estar associada a fatores como:
- a necessidade de adaptação contínua ao comportamento dos usuários e expectativas de mercado — pois a presença digital é percebida como um elemento estratégico de competitividade.
- as exigências de desempenho, experiência do usuário e compatibilidade com dispositivos móveis, que exigem atualizações periódicas para manter a relevância.
- as tendências de busca por mecanismos mais robustos de SEO e conexão com ferramentas de análise, o que costuma ser feito em conjunto com redesigns.
5) O impacto da pandemia na presença digital
Assim como no branding em geral, a pandemia de COVID-19 acelerou a importância da presença digital no contexto empresarial. Muitas organizações que já tinham sites perceberam a necessidade de reformular ou atualizar seus sites existentes para responder ao novo comportamento de consumo digital.
Esse impulso é possivelmente refletido em um crescimento relativo do IRD em comparação com períodos em que a presença digital ainda era vista como opcional ou secundária.
Como consequência, o redesenho de sites passou a estar mais associado a metas de desempenho e experiência do usuário do que a simples atualização estética — o que sugere que o digital deixou de ser apenas uma vitrine e passou a ser um canal central de negócios.
6) Relevância do redesenho no contexto de maturidade digital
O redesenho de sites existente não é um fim em si mesmo — ele reflete um estágio de maturidade digital em que a empresa entende seu canal digital como um ativo estratégico. Isso está alinhado com estudos de mercado que apontam para uma forte correlação entre maturidade digital e desempenho competitivo.
Em empresas com maior maturidade digital, o redesenho de sites costuma ser acompanhado por:
- análises de desempenho e conversão
- integração com automações e métricas de marketing digital
- priorização de experiência do usuário
Esses elementos indicam que o redesenho é um processo estratégico, não apenas estético, o que confere ao IRD relevância como um termômetro de evolução digital.
7) Tendências tecnológicas e a presença digital pós-pandemia
Com a evolução das ferramentas digitais, incluindo automações e inteligência artificial que aprimoram experiência e personalização nos canais online, empresas têm novos motivos para revisar e renovar seus websites para acomodar essas inovações. Isso está em linha com tendências de mercado que destacam a importância de adaptar presenças digitais a expectativas modernas de usuário.
Em particular, o uso mais amplo de IA em marketing e comunicação tem impulsionado revisões no design e na função dos sites para integrar recursos como recomendações personalizadas, assistentes visuais e outros elementos que não eram considerados em fases iniciais da presença digital.
8) Tendências no pós-Inteligência Artificial Generativa
O aumento pontual do IRD indica que parte do mercado respondeu à padronização inicial provocada pela automação com ciclos de renovação digital mais estratégica, voltados à diferenciação, performance e experiência do usuário.
9) Conclusão
O Índice de Renovação Digital (IRD) representa um indicador robusto da evolução da presença digital no Brasil. Ele aponta não apenas para a necessidade técnica de atualização de websites, mas para um movimento mais amplo de amadurecimento digital e reposicionamento estratégico das empresas em um ambiente cada vez mais competitivo e dependente do digital.
Este estudo reforça que redesenhos de sites não são apenas respostas estéticas — são decisões estratégicas integradas que refletem prioridades de experiência, performance, diferenciação e competitividade no ambiente digital.





